Esse abrir de portas nunca foi fácil.
Abrir a porta é se abrir de novo, é dar a cara a mais tapas, é enfrentar os inícios. É voltar a caminhar com as próprias pernas, sair dessa anestesia sentimental e correr riscos. Ninguém gosta de se por a prova. É mais cômodo viver na dor do que buscar arduamente o caminho da felicidade. Mas não há escapatória. Uma hora alguém chega e abre todas as suas portas, visita seus cômodos mais íntimos e revira sua casa, desorganiza tudo e faz lar.
Deixa vir, desarrumar as inquietações. Deixa estar, ficar, fitar, findar as dores, a solidão, o amargo, o cinza. Deixa se fazer ser, ter, ver. Vem!